Da negrura da pele
Faz-se a força que absolve o mal,
Que sem cor e tal
Criou uma história fatal.
Papel e jornal
E coisa e tal
Não mais tem a cor do formal.
E não se mede a graça pelo tom da cor
É a cor que pode mostrar toda a graça.
E me força a porta fechada
E correntes, e chicote e enxada.
Nem meio fio
À noite, a luz e pavio.
O medo da liberdade.
Nesta tenra idade sofre a fome da justiça
E dilacera o útero do ser livre
E morde os dentes, a mão em riste.
Forte é a cor que vence o medo,
O desprezo,
O preconceito.
E mais conceitos têm quem tem a força de ver além,
Ver além de si mesmo,
Enxergar a beleza do outro.
Nem mesmo a morte pode segurar
A alma livre que ama,
Ama a ordem, a liberdade,
Não existe cor, não existe idade.
Tudo nisso se resume,
Existe humanidade.
Faz-se a força que absolve o mal,
Que sem cor e tal
Criou uma história fatal.
Papel e jornal
E coisa e tal
Não mais tem a cor do formal.
E não se mede a graça pelo tom da cor
É a cor que pode mostrar toda a graça.
E me força a porta fechada
E correntes, e chicote e enxada.
Nem meio fio
À noite, a luz e pavio.
O medo da liberdade.
Nesta tenra idade sofre a fome da justiça
E dilacera o útero do ser livre
E morde os dentes, a mão em riste.
Forte é a cor que vence o medo,
O desprezo,
O preconceito.
E mais conceitos têm quem tem a força de ver além,
Ver além de si mesmo,
Enxergar a beleza do outro.
Nem mesmo a morte pode segurar
A alma livre que ama,
Ama a ordem, a liberdade,
Não existe cor, não existe idade.
Tudo nisso se resume,
Existe humanidade.


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