Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

DESABAFO ABAFADO DE UM FINAL DE ANO FELIZ

Este ano foi um dos mais difíceis que passei.
Coisas inimagináveis aconteceram, como se todo o mistério da existência, se manifestasse em situações de crises. Também este foi o ano das decepções. Decepções que vem como fruto de uma expectativa que colocamos, tanto nas coisas como nas pessoas, e esquecemos que como nós, elas são apenas humanas. A humanidade é feroz, contudo, ainda acredito nela, pois Deus deu a vida de seu filho, em redenção por ela.

Também este foi o ano da crise da fé. Nunca coloquei tão em questão o meu chamado. Vivemos cerceados por estatísticas polivalentes, que priorizam mais os resultados quantitativos, do que as qualidades daquilo que se faz pra Deus, ou seja, para ser abençoado e ter sucesso, você deve ganhar o mundo inteiro, ainda que isso lhe faça perder a alma. Este ano, foi um ano de poucos resultados. Mesmo eu tendo viajado para a Europa, África e de norte a sul do Brasil, não contabilizamos números, mas fomos enriquecidos em relacionamentos.

Pessoas desconhecidas aproximaram-se de nós e pessoas que estavam próximas, e pensava ser queridas e nos querer bem, se afastaram. Tudo isso compõe a vida.

Entretanto, nunca me senti tão seguro daquilo que devo fazer. Rever prioridades, direções, estratégias, mas acima de tudo, rever a postura do coração e da fé, será fundamental para um 2008 repleto de vitória. Sinto-me feliz, motivado e sóbrio, apesar de ter escrito tudo isso acima.

Quero lhe dizer com essas palavras que nada pode usurpar os propósitos de Deus em nossas vidas, até mesmo, quando não queremos, ou pensamos que não queremos.

Agradeço sua companhia durante o ano de 2007. Através de suas orações, sua comunhão, sua palavra amiga, num momento de solidão, enfim tudo que sua consciência afirma que me fez. Desejo a você vitórias, paz, amor e graça abundante, pois sem ela, nada somos.

Que o poder de Deus corrobore sua alma.

Um grande abraço, um feliz natal e um abençoado ano novo, sem as neuroses de uma religiosidade inconseqüente.


MARCELO SATIRO
http://blogdosatiro.blogspot.com/

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