Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

A ORAÇÃO COMO EXERCÍCIO DA VERDADE


Orar é o exercício, de uma espiritualidade sadia, mais difícil que existe e ao mesmo tempo é a maior das alegrias que a alma pode experimentar.

A dificuldade consiste no fato de que, na oração, a verdade deve estar à tona. A verdade do coração. Entretanto no suposto exercício diário da dissimulação pelo qual passamos continuamente, sempre no afã de escondermos de fato quem somos, daqueles que, pensamos, querem nos anular ou subjugar-nos pelas nossas próprias fraquezas, ou mesmo naquelas situações onde é mais conveniente não ser, e deixar rolar como se fossemos. (quem ler entenda); Ou nas subjetividades das vontades; ou nas manipulações dos fatos e palavras, enfim, no viver diário, podemos trazer isso para nossas orações e assim, não sermos verdadeiros.

Porém quando o coração encontra o refúgio da verdade na própria segurança de um Deus verdadeiro, que é pura verdade, a oração é o remédio da alma.

Nela também encontramos a maior fonte de alegria, pois nenhum outro elemento pode desintoxicar-nos tão profundamente, como alguns momentos a sós, em oração. Na confissão diante de Deus, mas na presença de nós mesmos, quando em oração contamos a Deus nossas fraquezas, temores, anseios, desejos e frustrações, também somos confrontados com nossas limitações, e é através do orar que conseguimos transcender a própria realidade do tempo, e nos catapultar para o celeste, o eterno e o porvir. Tal ação gera em nós uma propulsão sagrada, que nos faz ir além de onde estamos, sem ao menos nos movermos do lugar. Isso é transcendência. É vida. É verdade. É cura.

Por isso somos exortados pelas Escrituras Sagradas: “Orai sem cessar”

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